domingo, 12 de junho de 2016

DEUS É O DONO DA VIDA: JOIDE MIRANDA DEIXA TERRA DOS VIVENTES NESTE DOMINGO


O pastor Joide Miranda, que ficou conhecido após defender que era possível deixar de ser homossexual, morreu neste domingo (12), em Cuiabá. Ele estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Santa Rosa, na capital, para tratamento de saúde. As causas da morte ainda não foram divulgadas.

A família divulgou que o velório será realizado às 19h na Igreja Batista Nacional Peniel, no Bairro Morada do Ouro, na capital.

Na página oficial do pastor no Facebook, a família lamentou a morte do Joide e destacou a história dele.

"É com muita tristeza que comunicamos a partida do nosso guerreiro pastor Joide Miranda. Joide foi um testemunho vivo do poder de Deus. Joide teve seu corpo, sua mente e alma completamente transformados pelo poder de Cristo, o que ele fez questão de anunciar em todos esses anos de ministério".

Também pediu orações. "Sentiremos saudades e choramos a dor da ausência, mas estamos consolados em saber que Joide agora está com o amado da sua alma, o seu salvador, o seu Senhor, o seu amor maior, por quem viveu e de quem testemunhou todos os dias da sua vida. Ore por toda a família de Joide para que dia após dia possamos lidar com a ausência do nosso querido", diz.


Joide criou a Associação Brasileira de ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABexLGBTTs), lançou um livro para contar a história dele, que já causou polêmica.

Ele assumiu a homossexualidade aos 14 anos e se tornou travesti. Nesse período, colocou próteses de silicone dos seios e o silicone industrializado dos quadris. Aos 26 anos, após a conversão, como ele dizia, as próteses foram retiradas.

Na visão dele, a desordem familiar tem grande parcela de responsabilidade nos casos de homossexualidade.

Joide se casou com Édna Miranda, que o acompanhava nas palestras onde ele dava o testemunho. Eles são pais de Pedro, de 4 anos.


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COLUNA OBITUÁRIO: DAS DIFICULDADES ATÉ A TRANSFORMAÇÃO PELA FÉ

sábado, 11 de junho de 2016

DESEJOS: "NÃO VOU DESCANSAR ATÉ QUE ELES ME ABANDONEM"












Olá! Como conheço a boa procedência deste blog, resolvi contar um pouco do que já vivi, principalmente entre a minha adolescência até aqui.

Sou nascido em berço evangélico e minha infância tinha tudo para ser um período saudável, pois eu era um garoto como todos os outros e bem apegado aos meus pais. Dou graças a Deus por nunca ter sofrido um abuso físico, mas isso não me impediu de experimentar confusões internas que fizeram de mim um menino inseguro e deslocado do mundo.

Por volta dos meus 7 anos, meu pai decidiu que voltaria a estudar, pois desejava dar condições de sustento melhores para a minha família. Me lembro que ele terminou o ensino fundamental e passou a estudar ainda com mais dedicação, desta vez para ingressar no serviço público. Todo o esforço do meu pai valeu a pena e ele acabou passando naquele concurso que tanto desejava. O problema é que, no ano seguinte, ele teve que se afastar da minha mãe, de mim e da minha irmã, pois havia conseguido emprego numa cidade distante de onde morávamos na época.



Ao todo, meu pai ficou afastado da família por 5 anos e eu só o via a cada 15 dias. Isso acabou trazendo consequências muito negativas ao desenvolvimento da minha masculinidade, pois acabei perdendo o referencial masculino mais importante que um garoto tem na vida.

Além de não perceber que a ausência do meu pai era prejudicial para mim, comecei a sofrer perseguição na escola e na igreja onde congregava. Com o passar do tempo, a maioria dos meus colegas de classe me reprimiam com palavras tais como “gay” e “bicha” e, na minha inocência, não imaginava o que aqueles termos queriam dizer. 

A situação começou a piorar quando as crianças das outras classes também começaram a mexer comigo e passei a não ter paz naquela escola. Me lembro que alguns atiravam bolas de papel na minha cabeça e eu sequer entendia o motivo. Em um caso ainda mais sério, um dos meninos da classe atirou uma cadeira na minha direção, mas consegui me desviar.

Cheguei a mudar de escola na esperança de encontrar uma realidade melhor, mas os insultos continuavam. Passei a ser um garoto sozinho e cheio de inseguranças. Eu detestava jogar bola com os outros rapazes pois, além de ter medo deles, não tinha gosto por nenhum esporte – apenas queria ficar no meu canto jogando algum jogo de tabuleiro com a professora de educação física.

Conforme o tempo foi passando, já na adolescência, fui percebendo que eu definitivamente não era um rapaz normal. Algo estava faltando, mas ainda não conseguia decifrar o que, talvez por conta da ingenuidade que tinha na época. Para piorar, fiquei muito decepcionado no dia em que o professor resolveu aplicar uma prova oral na classe. Cada aluno era chamado individualmente e o professor filmava todos com sua câmera. Após isso, ele fez toda a classe assistir os vídeos gravados com a performance de cada um e, quando chegou a vez de assistirem o meu vídeo, todos deram risada. 

Foi quando percebi que todos aqueles insultos que sofria eram por causa da minha voz fina e também dos meus trejeitos afeminados.

Entretanto, fui percebendo que, quanto mais discretamente eu agisse, menos perseguição eu sofreria. E aquela tática deu certo. Passei o final da minha adolescência falando muito pouco e sendo o mais discreto possível, mas, por outro lado, o vazio e a solidão que eu sentia eram cada vez maiores. Havia chegado a um ponto em que passei a acreditar que eu realmente era gay, pois não importava o lugar onde estivesse, eu seria tratado da mesma maneira. Também acreditava que estava automaticamente condenado ao inferno, pois eu tinha consciência de que esse era o destino dos homossexuais.

Quando terminei o ensino médio fui para o superior, mas as perseguições voltaram a crescer e eu era ridicularizado diariamente no ônibus que nos levava até a faculdade. Embora eu não falasse absolutamente nada com ninguém, os xingamentos eram mais fortes e isso me deixava numa tristeza sem tamanho. Me frustrava por não conseguir disfarçar meus trejeitos afeminados e isso me fazia sentir um fracasso. 

Para tentar escapar daquela realidade, comecei a namorar uma garota que gostava muito de mim, mas não sentia nada por ela. Eu a estava usando apenas, com o intuito de ser melhor visto na sociedade mas, ao mesmo tempo, me sentia tão desconfortável ao lado de uma mulher que tive que terminar com ela definitivamente. Graças a Deus, também saí daquela faculdade, pois não havia gostado do curso.

Os anos foram passando e meus conflitos internos cresciam ferozmente. Passei a questionar a Deus por toda a tristeza que sentia. Eu acreditava que Ele era o responsável pelo meu sofrimento e me rebelei contra Ele com todas as forças que eu tinha. Eu dizia:

“Deus me colocou nessa situação e agora terá que me tirar disso” 

Foi quando revelei aos meus pais os meus desejos homossexuais e, a partir daí, passei a me consultar com psicólogos, pastores e outras pessoas que diziam poder ajudar, mas foi tudo em vão.

Meu coração estava distante de Deus e eu o odiava por isso. Por outro lado, o único proveito que tive com a terapia foi começar a me apegar à minha masculinidade. Passei a adotar uma postura mais masculina e em pouco tempo os meus trejeitos afeminados iam desaparecendo. Meu jeito de andar e de falar mudou e passei a ter uma voz mais viril e segura, fato que acabou me livrando das piadas e perseguições.

Para minha surpresa, surgiu na igreja uma garota muito bonita que conseguiu me atrair. Nunca havia sentido atração pelo sexo oposto e, de repente, aquela morena de cabelos compridos e lisos conseguiu me “fisgar”. Mais seguro da minha masculinidade “recém nascida”, fui atrás da garota, fiquei seu amigo, me declarei e ela aceitou meu pedido de namoro. A alegria não durou muito tempo, pois ela ia ficando cada vez mais fria e eu, na minha inexperiência com mulheres, não sabia como agir. Eu não conseguia ser um namorado normal naquele relacionamento, por mais que eu sentisse atração física por ela.



Terminamos aquele “namoro” e, pouco tempo depois, entrei no mundo gay definitivamente em setembro de 2012, aos 28 anos. Passei a me relacionar com vários homens e minha vida foi se tornando cada vez mais promíscua. Fazia tudo escondido da minha família e cheguei a deixar de ir à igreja por conta de relacionamentos homossexuais. Eu também estava no mestrado e também me envolvia com rapazes dentro daquela universidade. 

Meu “sucesso” ia crescendo, pois não costumava levar fora de nenhum rapaz, pois usava minha fama de “bonitão” ao meu favor. Estive na prática homossexual até setembro de 2014, quando Deus resolveu me colocar no trabalho missionário assim que terminei o mestrado. Isso pode parecer louco, mas percebi que Ele queria me abençoar, mesmo que eu estivesse longe dele. 

Sempre desejei sair do mundo gay pois, no fundo, eu estava desesperado. Eu sentia muito prazer com outros homens, mas era tudo por alguns instantes... logo eu sentia um vazio descomunal interiormente. Sempre desejei ter uma esposa que não se importasse com o meu passado e também ter filhos com ela. Não entendia a razão pela qual Deus estava enviando um rapaz como eu para o campo missionário em 2015, mas orei e pedi a Ele que colocasse a mulher da minha vida na minha frente durante minha jornada.

2015 foi um ano cheio de lutas e conheci as 5 regiões do país pregando o evangelho ao lado de outros jovens. Eu ainda não entendia porque estava ali, sabendo que havia deixado a prática homossexual pouco tempo atrás, mas algum ótimo motivo Deus tinha para agir de uma maneira tão inusitada. O tempo foi passando, e nenhuma mulher me atraía (confesso que fui ao campo missionário também com o propósito de encontrar uma mulher e não nego. Afinal, eu orava nesse sentido). 




Contudo, Deus parece ter ouvido minha orações e conheci uma linda mulher, já no final do meu contrato como missionário (era um trabalho temporário de 10 meses). Conversamos por apenas 15 minutos naquela noite, mas a atração foi imediata e recíproca. 

Como ainda estava em trabalho missionário, continuei viajando até dezembro, mas eu conversava com ela todos os dias pelo celular. Fui percebendo o interesse dela por mim, propus oração para confirmarmos a vontade de Deus para nós e, ao fim, oficializamos nosso namoro em fevereiro deste ano.

Não tenho a menor dúvida de que finalmente encontrei a minha esposa e não uma namorada apenas, pois Deus respondeu minhas orações da maneira como pedi.

Embora nosso namoro seja à distância, vejo que estou ao lado de uma mulher que me aceita como eu sou e também tem me feito descobrir sensações maravilhosas que nunca havia experimentado com o sexo oposto. O melhor de tudo é que ela está disposta a me ajudar na luta contra o desejo homossexual, algo que sempre pedi em uma mulher.

Tenho conseguido me manter firme em Deus e no meu propósito de me ver livre dessa situação para sempre, pois esse é o meu desejo e estou certo de que Deus irá atende-lo, pois Ele tem poder para libertar o pecador de suas amarras definitivamente.

Sei que a minha missão é ir de encontro aos homossexuais, levando-lhes uma mensagem de libertação no futuro. Ainda não estou pronto para cumprir com o meu dever, pois a obra de Deus ainda não está completa na minha vida. Infelizmente, ainda lido com desejos e tentações, mas tenho resistido firmemente em Deus e no amor que sinto pela minha namorada. Não desejo ser um crente e um marido infiel.

Ainda tenho medos e inseguranças que as vezes me tiram a paz. Por outro lado, creio que se Deus me colocou no trabalho missionário por 10 meses e colocou a minha esposa nas minhas mãos, sei que muitas outras coisas ainda acontecerão em meu favor.

Por fim, só tenho a agradecer a Deus, pois quando eu estava no pecado Ele se revelou a mim. Comparo o que tem me acontecido ao que ocorreu com o apóstolo Paulo no caminho para Damasco pois, em suas intenções de atuar contra o povo de Deus, acabou alcançando a graça imerecida de Jesus Cristo. Com esta mesma graça ao meu lado, agora posso pensar em relacionamento, casamento e filhos. É maravilhoso ter a certeza de que eu tenho perspectivas de um futuro realizado e vitorioso, ainda que eu seja um pecador.

Creio que, se Jacó lutou contra Deus e venceu, também não irei descansar até que Ele me abençoe. Sou um cara que teve tudo na vida: faculdade dos sonhos, cursos de idiomas, diploma de mestrado e tantas outras coisas que trazem alegria... mas passageira.

O que procuro é alegria duradoura ao lado de Deus, da minha esposa e dos filhos que ainda terei.

Espero poder contar mais coisas acerca do que me acontecerá nos próximos dias, pois meu maior desejo é poder testemunhar a todos acerca de coisas ainda maiores do que as relatadas aqui. Há quem diga que desejos homossexuais podem apenas ser controlados. Entretanto, não vou descansar até que eles me abandonem definitivamente.

COMENTÁRIO: Olá leitor! Conhecer pessoas que têm uma mesma visão, um mesmo sonho, uma trajetória parecida é edificante. Construtivo. Este mano observo a caminhada de longe, há um tempo, e sempre progredindo. Ele faz uso de uma fé racional que vai materializar em pouco tempo o que precisa. 

Em nossas conversas falamos a maioria das vezes da falsa libertação professada por algumas congregações de nossa geração. Que aceitam primeiro o falso testemunho e geram respectivamente o revoltado (que não deu conta de sustentar a mentira por muito tempo e se rebela dando voz a falsas afirmações sobre o Cristianismo). Esta falsa libertação é aquela que não tira a pessoa da gaiola, mas aprisiona em mais uma! E depois mais outras. Perigosa do início ao fim. 

Resumindo, este mano é ciente que não está definitivamente liberto e sarado por completo desses desejos que machucam a existência dele. Ele sabe que apesar das suas conquistas pessoais, que independeram de Deus, e que devem ser claramente reconhecidas. Ele sabe que enquanto sentir desejos, não foi mudado. Não passa maquiagem por cima da ferida. Deixa exposta a Deus e agora aos homens. 

Ele tem conseguido desenvolver sua masculinidade, superar limites e medos. Antes estava atolado de questionamentos sobre mulheres e hoje tá ai podendo até comemorar o dia dos namorados com uma hehehe... 

Como eu disse o mano é diligente, por está esperando as novidades de sua jornada opta manter contato apenas por aqui nessa postagem, (por enquanto). 

Até a próxima postagem, leitor! 

* Nota: O texto original se encontra na posse de seu autor, devidamente registrado e cuidadosamente arquivado, a fim de que não venha, porventura, a ocorrer que este artigo seja duplicado, ou mesmo citado, de modo adulterado e/ou fora dos objetivos para os quais foi originalmente escrito.






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