domingo, 31 de maio de 2015

ELE GARANTE: "DE PASSIVÃO A CONQUISTADOR DE MULHERES"


A sociedade "moderna" influenciada pela lábia gayzista ainda acredita que querer deixar de ser gay é uma vontade atribuída apenas a visão religiosa. É dito aqui com frequência que essa compreensão não faz sentido e nem é verdadeira para os que convivem com a atração indesejada pelo mesmo sexo. Nesta história de vida você vai conhecer um homem maduro, livre de filosofias vazias, que por desejar a mudança traçou a caminhada e respectivamente o destino que resolveu viver. Foi ele quem escreveu cada detalhe no blog que mantém e com permissão você consegue ler aqui também. A partir daqui você acompanha o autor.


Primeiramente gostaria de fazer uma breve apresentação e justificar algumas questões.

Vou me apresentar como "Wladmir", tenho 31 anos, sou brasileiro, atualmente casado com uma mulher extraordinária, pai de um guri lindo, e muito feliz.

Obviamente não irei dizer nome real e localidade, para resguardar principalmente minha família, visto que sabemos que esse tema gera polêmica, pelo fato de muitos entenderem a postura de "NÃO QUERER SER", com a de "SER PRECONCEITUOSO", o que são duas coisas diferentes! Sinceramente, não acho que ser ou não ser te desmereça em NADA enquanto ser humano, visto que é nossa essência que demanda o ser grandioso que somos. Amor é amor seja entre hétero ou homo, e ponto final! Porém, fiz minha escolha de não ser gay e segui esse caminho. 

Falarei de minhas experiências, estudos, frustrações, dificuldades, sentimentos, e mostrarei o caminho que fiz, desde o momento das descobertas "homoafetivas" ao retorno das experiências "heteroafetivas".

Estou com o projeto de ter esse blog tem um tempo considerável, e como início de ano, geralmente são momentos de planejar e implementar novas ações, resolvi faze-lo. Será um blog simples, pois não "manjo" muito. Não passarei meu contato, mesmo que de e-mail, devido a grande correria do dia-a-dia, mas espero que esses poucos textos que aqui postarei possam ser úteis a alguém.

Acredite prezado(a), especificamente nesse assunto, ser ou não ser, é uma decisão sua, e de mais ninguém!


Minha infância foi muito boa e tranquila, diferente de tantas que são marcadas por assédios, violência, tristeza. Lembro que brincava e me divertia pacas! A única coisa diferente que me lembro da minha infância, está relacionado a uma vizinha, que era uns 6 anos mais velha que eu, ela devia ter uns 9 a 10 anos e eu uns 3 a 4. Lembro que ela tirou minha cueca, e também a calcinha dela, e ficou manipulando meu pênis, porém, coisa muito rápida e não lembro de maiores detalhes, pois eu era muito pequeno. Não me causa nada falar desse fato, porém, foi uma coisa que ficou na minha memória. Na escola, lembro que brincava com todos, meninos e meninas, sem problemas e "bullyings", na verdade, nem existia esse termo naquela época..rs..Ainda nesse período, acredito que por volta da Primeira série, após a pré-alfabetização, lembro de uma colega, uma guria com algum disturbio mental leve, mas que ficava sempre à parte e tinha alguns comportamentos estranhos, como o de comer meleca do nariz. Interessantemente ali já havia "guetos" formados: as patricinhas, os arteiros; os mauricinhos e etc, e essa guria sempre a parte de tudo, tentava se envolver, mas ninguém dava muita moral. Em determinado dia, essa guria foi com um vestidinho e na hora do lanche, ela sentou encosta da na parede para lanchar e o meu grupinho ficou observando ela de frente, mas do outro lado do pátio (que nao era grande), e ela estava sem calcinha. Eles comentavam e riam entre eles (e eu ao lado deles) de forma bem maldosa, embora com nenhuma denotação sexual. Aquilo me deixou mal, fiquei triste por eles estarem fazendo aquilo com ela.

Os anos foram passando e eu crescendo com minhas namoradinhas na maior inocência. Lembro até hoje do nome da minha primeira namoradinha que dançou comigo a quadrilha da escola..rs.. Meu pai foi muito ausente parte da minha infância e parte da minha adolescência, pois ele viajava muito a trabalho. E óbvio, que embora minha mãe entendesse, ficava triste com as viagens dele, ficar só cuidando de mim e dos meus irmãos. Eu sou o "caçula" da minha casa. Na minha cabeça, se eu fosse dormir no quarto dela, ela não ficaria triste com a viagem do meu pai. Toda vez que ele viajava eu ia para o quarto dela fazer companhia, puxando meu colchaozinho. Lembro de gostar das roupas da minha mãe, de brincar com o sapato alto dela (calçar e ir pisando fazendo toc toc toc toc..rs..). Achava o batom legal e às vezes brincava de pintar a boca e coisas que muitos já devem ter feito. Eu era MUITO arteiro! botei fogo na cama dos meus pais sem querer, cai de cabeça no meio fio de uma árvore que subi, enfim, daí dá para tirar o pestinha que eu fui né!? rs... ah, também brincava de carrinho e futebol, esportes de homem né, porém, também achava legal brincar de casinha e boneca com as garotinhas (isso mais novo na infância, partindo da informação que a infância termina aos 12 anos, segundo o Estatuto da Criança e da Adolescência do Brasil).

Desde pequeno sonhava em ter família, filhos, esposa e etc, e ao longo da minha trajetória, esse desejo nunca sumiu, às vezes diminuía, mas sumir, nunca.... 

Não fui uma criança cheia de traumas, embora eu saiba que existam muitas, inclusive, talvez você que esteja lendo, tenha sofrido violência física, sexual, psicológica e etc. Caso seja esse o caso, eu lamento muito! Sei que não é fácil, mas você consegue superar! É como diz uma velha amiga, o passado passou, e lá no passado deve ficar! 


Essa já foi uma fase mais complicada. Como a maioria dos adolescentes, eu era bem chatinho...

A adolescência é uma fase que há a diferenciação mais acentuada entre os generos feminino e masculino. O garoto fica mais fortinho e garota mais torneada. As brincadeiras passam a ser mais pesadas e agressivas e aí comecei a evitar as brincadeiras com os garotos. Lembro que tomei uma bolada na cara que quase quebrei o nariz hehehe... e depois disso, parei de jogar. Comecei a me interessar mais pelas garotas, ficava atraido pelo charme e beleza (nada sexual ainda) e pelo papo, que costumava ser mais inteligente hehehe.

Minha voz era muito fina e juntando ao fato de eu andar muito com as meninas, logo virei motivo de brincadeirinhas (de muito mal gosto né), me chamavam de mulherzinha, o gayzinho, e coisas do gênero. SEMPRE levei na esportiva, desde a época que isso começou a acontecer (inicio da adolescência), porém, aquilo me detonava. Eu era mais meigo, atencioso, inteligente, características muito comuns nas meninas. FOI MUITO COMPLICADO ESSA PARTE... Nunca me agrediram, ou pegaram pesado de mais, porém, me machucava aquelas brincadeiras. Tinha as garotas que eu curtia e queria algo, mas eu fiquei MUITO FEIO na adolescência, e claro, pegava nem gripe..rs.. Na igreja sim, eu peguei várias hehehe e por incrível que possa ser, foi com as gurias da igreja que aprontei..rs..

Ainda no início da adolescência, comecei a ganhar um corpo de adolescente, e engordei um pouco, e minha bunda sempre foi mais avantajada e chamava muita a atenção. Nessa época lembro de um vizinho de uns 30 anos sempre falar da minha bunda e da minha perna, no tom de brincadeira, mas sempre falava, e na frente dos meus amigos (eu devia ter uns 11 a 12 anos). 

Eu era virgem, nem de sexo sabia muito, pois o povo na minha casa era religioso e não conversava muito sobre. E isso inclusive talvez tenha me afastado do grupinho de vizinhos adolescentes que se reuniam para ver revista pornô. Uma vez fui no encontro secreto deles, e eles estavam vendo, eu fiquei SUPER curioso. Eles falavam de sexo e sequer sabia onde era o "buraco" , inclusive soltei essa ingênua pergunta, e imagina quanta chacota levei... Hoje eu sorrio, mas na época fiquei bem sem graça. 

Esse vizinho não perdia a oportunidade de pegar na minha perna ou bunda "brincando". E eu comecei a ficar instigado com aquilo e fazia questão de colocar short de jogar futebol bem curto para ir brincar na rua, onde sabia que ele sempre estava ou passava. Alguns meses depois, eu até fui lá na casa dele buscar uma bola, com um amigo, mas não entrei na casa, só no quintal. O carinha que estava lá falava: entra lá pra ele te mostrar um coisa... e eu com receio, não entrei, claro... Até hoje não sei qual era a dele, se era brincadeira, ou se ele queria era "brincar" comigo. Os guris sempre falavam do troca-troca que rolava entre eles hehehe, e eu nunca participei desses bacanais deles. E ficava era com uma espécie de medo... Eles ficavam nessa putaria lá, ou brincando, e eu ficava conversando e tentando conquistar umas vizinhas que moravam na rua de baixo, mas não dava em nada, só uns beijinhos... mas lembro que eu preferia estar com elas, do que com eles brincando, por exemplo...

Aos 13 anos conheci um guri na igreja, corpo definido e já bem musculoso para idade, muito bonito por sinal, e as meninas começavam a expressar vontades de "ficar", vulgar "beijar na boca", na época. Eu era fã de uma guria que era fã dele, e eu era amigão dela. Logo eles ficaram algum tempo depois. E então, eu comecei a me aproximar desse guri, até chegar ao ponto de eu começar a frequentar a casa dele e ele a minha. Nas brincadeiras de adolescentes homens, sempre rola a lutinha, e ficávamos lutando, e essa brincadeira nos deixava excitados. Claro, no esfrega esfrega tanto com homem quanto com mulher a barraca ficaria armada..rs.. Certo dia meus pais viajaram e esse guri foi para minha casa, e após uma brincadeira dessa, rolou "sexo". Ele já era bem experiente e eu pouco, ainda mais para assuntos homossexuais. Ele me guiou e eu fui ativo com ele, e ele tentou por tudo me fazer de passivo, inclusive me machucando. Após ele ter ido embora, meu dia enegreceu. 

Me bateu uma deprê ferrada, não chorei mas fiquei muito para baixo. Dias após, foi como nada tivesse ocorrido. Após uns 2 meses virou vício, quase todo dia ele estava na minha casa ou eu na dele. E enquanto ele não me fez de passivo ele não quietou. Após o dia que ele conseguiu, ele nunca mais me deixou ser ativo com ele, eu era somente o passivo. Essa brincadeira durou anos, e nesse intervalo, eu namorava com garotas, mas sempre tínhamos uns pegas. E foi assim que começaram minhas práticas homossexuais. Engraçado que nós nunca nos beijávamos. 

Nesse mesmo período de descobertas, lembro que comecei a ser perseguido por um desses tarados pedófilos de ônibus, devia ter uns 13 a 14 anos, e esse filho da puta, me perseguiu por muito tempo, anos! Inicialmente começou com encostadas no ônibus o qual pegava para ir para escola. Não era todo dia que ele estava, e eu fugia sempre. Ao longo com que fui tendo essas descobertas com meu amigo, esse tarado ia me "assediando" no ônibus. Chegou ao ponto de eu ter que chamar meu pai para me levar à parada de ônibus, pois certa vez ele tinha descido e ficou me esperando na parada... Isso bem cedinho, pois eu estava pela manhã. Comecei a pegar outra linha, para fugir dessas situações. Muitos meses depois, e depois de eu já ter tido a experiência com meu amigo, esse cara me aparece no ônibus, e foi me assediar como ele fazia antes, no entanto, diferente dos outros momentos que eu fugia, eu fiquei e ali o esfrega esfrega foi permitido e livre, isso já era no fim do ano, últimas aulas e depois nunca mais vi ele.

Na minha adolescência as viagens do meu pai continuaram e eu com o mesmo comportamento de ir para o quarto da minha mãe, morrendo de pena da solidão dela. Tomando as dores, sendo a "amiga" que ela precisava. Não tive muita figura do pai presente, e tudo isso acontecendo em paralelo...

Comecei a focar nos estudos (sempre gostei de estudar), por mais dificuldades financeiras que minha família já teve, estudos foram priorizados para os filhos, mesmo que em escola pública. No final do colegial, lá pelo antigo segundo ou terceiro ano, eu tinha namorada, e ainda brincava com meu amigo, porém, já estávamos tendo crises existenciais sobre o assunto, pois ele também tinha namorada e não achávamos certo fazer isso com elas, até que decidimos não fazer mais. Cerca de um ano depois, comecei a ter fortes desejos homossexuais, e a internet já estava mais popularizada na época. Descobri então o bate-papo, meio fácil para sexo sem muita enrolação. Não precisava nem de CAM, era só entrar, teclar e marcar. 

Aos 17 anos, marquei com um cara da internet pela primeira vez. Ele me encontrou, ele era bem charmoso e bonitão, me levou para um hotel e lá rolou. Detalhe para esse fato comentado, é que ele me buscou no meu trabalho à noite, fomos, e lá nesse hotel, rolou o primeiro beijo homo (ele disse na época que se eu não beijasse não rolaria nada, então na minha visão na época, eu estava na chuva era para molhar). A partir daí foram vários internautas, em paralelo ao meu namoro.

Nessa época as confusões na minha cabeça eram enormes, e como estava relativamente próximo ao vestibular, uma professora me indicou uma psicóloga para fazer meu teste vocacional (QUE DEU CERTINHO COM A PROFISSÃO QUE HOJE TENHO..RS..). Após o teste ser concluído em algumas sessões, resolvi continuar para a parte clínica, e lá abri o jogo. Porém, a condução dessa parte pela psicóloga foi HORRÍVEL... 

Aconteceu de eu começar a broxar com minha namorada, mas não com os rapazes que eu saia. Eu estava super mal por essas broxadas. Então a Psicóloga disse, resumidamente, para eu pegar uma puta (e olha que eu estava namorando heim heheh), eu nunca tinha pegado uma puta, e achava um absurdo aquilo (não fui criado neste contexto de putarias, aliás, acho que fui criado de forma bem delicada, o que pode ter contribuído para que eu me atraísse por homens, por machos...). Então como não entrava na minha cabeça pegar uma puta para testar minha virilidade, e eu não queria me envergonhar mais broxando com minha namorada (e nem com mulher nenhuma) resolvi terminar meu namoro de que já tinha um bom tempo. Em seguida passei no vestibular e novas experiências viriam...

E dessa forma fechou o que considero de adolescência.


Quando entrei na faculdade, estava solteiro, porém vivendo como o velho ditado "solteiro sim, sozinho nunca". Toda semana praticamente eu ia para o bate-papo virtual, e lá encontrava algum parceiro para encontros rápidos e sem maiores afetos. Era até estranho como era "sexual" e sem envolvimento. Nessa altura do campeonato, eu já nem fazia muita questão de conquistas garotas, afinal, era tão mais fácil com garotos, era só marcar pela net, mandar uma foto ou abrir a cam e mostrar o corpo e marcar o local. 

No segundo ano de faculdade, conheci pela internet, um cara mais velho, bem interessante, que tinha um histórico denso com as mulheres, estilo pegador geral de micaretas. E com esse cara desenvolvi um relacionamento longo, quase um casamento. Com ele conheci grande parte do mundo gay. A "level", para quem não conheceu, precedeu a boate gay The Week em SP, depois veio a The week, onde também sempre ia, as festas X-dement e bitch, no RJ dentre vários outros points.

Caraca, as músicas dessas festas eram iradas, para quem gosta, como eu, era muito top, porém, com essas festas e "novos amigos" que íamos fazendo pelas baladas a fora, também íamos conhecendo os "aditivos", que eram usados: as drogas. Graças a Deus ponderei muito e só fiz uso de algumas drogas um pouco mais tranquilas como ecstasy, key e parecidos, porém, a galera usava muita coisa, pó entre outras. Nessas festas, ao longo do tempo, as pessoas iam se transformando, e a coisa sempre esquentava nas festas, não comigo pois estava sempre acompanhado, mas os hormônios ficavam a todo vapor, e eu via de tudo rolando nessas festas, literalmente tudo.

Era até engraçado, por exemplo, um casal, que estava juntos, que pelo menos um estava flertando com outro..rs.. e quando não os 2 flertando visando sexo a 3 ou grupal. Isso era muito comum e escancarado (não estou julgando se certo ou não, só estou comentando o que via).

Sempre nas boates tinha um quarto escuro, conhecido como darkroom, onde as pessoas iam para transar. Local perigoso, pois sexo rolava ali muito comumente sem camisinha. Conhecemos certa vez um guri que falou que adorava darkroom, e nos contou que seus amigos também, e transavam ali sem camisinha. Lembro também de uma festa chamada THE GIFT, onde o objetivo era a transa "bareback" ou "bare", que representa sem camisinha, onde portadores de HIV transavam com não portadores, visando transmissão do "gift" ou "presente" em inglês. Louco não!?

Conheci gente de todo tipo, porém, amizade mesmo foram pouquíssimas! Sem diferença nenhuma para o mundo hétero, aliás, as únicas coisas que achei muito mais aguçadas no mundo gay, foram os interesseiros e fura olhos..rs.. Aff, Como encontramos aproveitadores e interesseiros nessa jornada.

Após longos anos namorando, e já pensando em evoluir no relacionamento, descobri que era traído desde o início do relacionamento (meu relacionamento durou de 3 a 4 anos). Fiquei chateado, mas coloquei um ponto final.

Finalizando esse período de comprometimento, pelo menos da minha parte hehehe caí na "margaça" vulgo "farra"... viagens, festas, pegações, e etc. Comecei a ter um vício sexual insaciável! Era um macho quase todo dia. Eu dividia meus pensamentos: 50% era sexo, e os outros 50% dividia entre trabalho, estudos, familia e etc. Respirava e exalava sexo, nesse época só me interessava por homens. Parece até que era uma competição comigo mesmo. Eu queria os melhores, os mais dotados, os mais bundudos, enfim, o comum não era troféu para mim. Comecei a evoluir para putarias mais densas, com 2, 3, 4 homens juntos.

Nessa época, começaram a lançar os programas virtuais de encontros gays, onde você se cadastrava, pagava lá um valor, colocava a foto, construía um perfil e pela internet as pessoas iam deixando comentários e marcávamos ou não encontros, putz, ali comecei a piorar. Já não tinha mais sossego, pois eu queria sexo toda hora. Lembro que as viagens que fazia, independente com quem, eu tinha que dar um jeito de ir aprontar. Quando ia para praia, e ficava sem local, marcava na praia mesmo à noite, ou no mato, ou na carro, não me importava, eu queria era aprontar.

Até aqui, acredito que era parecido com muitos, pois vários conhecidos tinham comportamentos iguais aos meus. Perdia muito tempo na caça de machos para sexo. Acho que eu era pior que a bruna surfistinha, a única diferença é que eu não cobrava...rs...

Tentei me relacionar ainda com algumas pessoas, mas os relacionamentos não iam muito para frente.

Desenvolvi "desejos" perigosos, como sexo em locais públicos (hoje ainda tenho medo de ter sido gravado em uma dessas aventuras, pois eu mesmo já gravei algumas escondidas, sei que é errado, porém, eu já fiz isso... e acreditem, os meus parceiros NUNCA desconfiaram, cheguei a fazer vídeos escondidos até dentro do motel com celulares com câmeras: atletas, casados, gente famosa como cantores e atores, pessoas influentes, enfim, gravei um tanto considerável, por isso quase nunca eu ia ao encontro de alguém, ou era no meu local ou era em local público, pois realmente, essa prática de gravar é fácil e perigosa para quem precisa de sigilo).

E como esse desejo citado, outros vieram, como o de sair com indivíduos mega dotados, parece que queria sair literalmente machucado, antes de encontrar era desejo, durante o encontro, parecia que eu queria era ser punido, agredido, estuprado, porra, nem sei que loucura era essa, muitíssimo estranho. Diversas vezes tive lesões na região retal, em função desses parceiros avantajados. Muitas vezes fui obrigado a ir a colo-proctologistas para algum procedimento. Caraca, isso não era saudável! Certa vez fui proibido de fazer passivo por uns 5 meses em função de uma dessas lesões (machucado profundo). Mas mesmo assim, nada me saciava, cheguei a transar com 4 pessoas diferentes no transcorrer de um dia, ejaculando em todas os encontros, e mesmo assim não ficava saciado. Eram pênis cada vez maiores e também não me saciava. Então, de maneira muito perigosa, comecei a ficar atraído por sexo sem proteção. LOUCO! Acho que essa era a definição que me daria nessa fase.

Comecei deixando encostar o pênis sem camisinha em mim e nas minhas partes intimas; tempos depois, e com outras pessoas (a fila andava MUITO rápido como já expliquei, era todo dia um "prato" novo) deixava penetrar sem camisinha, tempos depois e já com outros, deixava penetrar e movimentar algum tempo, para depois por a camisinha. Enfim, uma loucura desmedida. Como a cabeça da gente pode ser perigosa né!? deixar nos expor a riscos como esses que me submeti VOLUNTARIAMENTE... E quanta sorte eu tive de não ter contraído nada, pois vivi situações claramente perigosas)...

Uma dessas situações perigosas que me marcou, foi com um cara em SP, que conheci em um programinha de celular de encontro gay, que mostra a distância que a pessoa está de você. Marcamos e esse cara foi para onde eu estava, e o cara tinha o perfil que eu "desejava" em tudo. Durante o sexo oral dele em mim, tive um pressentimento, e quando olhei, a boca dele estava sangrando, logo lavamos, e foi muito complicado a desconfortável a situação. Não posso afirmar, mas parece que o cara estava querendo me sacanear... Fora outras vezes que percebi que o cara tinha alguma doença visível (pelo menos nesses casos eu broxava e mudava a tática... AINDA BEM)!

Até que um dia eu conheci um advogado, cara educadíssimo, inteligente, bonito, sarado, bem sucedido e SUPER SEDUTOR E CHARMOSO. Em geral, eu queria era quantidade, e estava pouco me lixando para o conjunto de qualidades dele. Eu era terrível, até ator global eu peguei hehehe. No entanto, e não sei porquê, aceitei o convite dele de sair de novo, e de novo, e aí meu caro(a), fiquei vidrado no mulekão lá... e sexo sem camisinha rolava até a ejaculação.

Nessa época surtei com tudo, a preocupação de estar doente e ter passado para ele, e muitas outras preocupações. Fiz exame e deu negativo para HIV. Mesmo estando com ele, e transando sem camisinha, e após ter feito exame e ter dado negativo, ainda me aventurei a sair com um ninfeto de 18 anos, eu já era bem mais velho que ele. Ele era tão inexperiente, e eu acabei transando com esse moleque de cara sem camisinha, ele não ejaculou.

Isso na minha cabeça deu um nó. Eu com o advogado, transando sem caminha, e encontrando gente da internet, e transando sem camisinha... Nossa, como fiquei mal, e acho que pelo excesso de pensamentos do momento, e também das insatisfações que eu tinha com o mundo homossexual, de querer ter mulher, filho, poder sair e namorar de mãos dadas sem ninguém para encher o saco e ficar discriminando, eu caí em uma depressão lascada. A MAIOR CRISE QUE JÁ TIVE NA VIDA... 


Embora eu não tenha descrito nos outros posts, que é uma sequência para entender de forma breve minha trajetória, sempre analisava as situações e ficava chateado (horas mais chateado, horas menos chateado), com pensamentos de NÃO QUERO SER GAY. Embora fossem bons os momentos com os amigos, fossem boas as festas, e tantas outras coisas, no fundo eu não queria. Sempre vi muito preconceito, mas NUNCA presenciei algo relativo a esse fato pelo menos não comigo e nem com o grupo de amigos gays que andávamos. Porém, no fundo não era aquilo que queria para mim.

Era interessante como esse assunto sempre surgia entre as pessoas que conviviam comigo (amigos) ou em conversas aleatórias em praias ou locais que outras pessoas gays ou héteros que estavam comigo (praia, bar, restaurante, enfim). SER GAY É QUESTÃO DE ESCOLHA? SER GAY É GENÉTICA? É PREDISPOSIÇÃO DIVINA? Entre outras questões... Era batata! toda vez a conclusão era próximo a "Se fosse questão de escolha, eu não escolheria ser gay, mas não é!"... 

Era uma questão clara de ACEITAÇÃO da própria sexualidade. Eu aceitava aquilo ali na hora, inclusive por ser mais conveniente e por "doer" menos, porém, no fundo eu ficava inquieto... As respostas aos questionamentos eram sempre tão superficiais: você é porque nasceu assim; você é por que Deus quer; Você é por que é genético, e cadê as provas? Embora dizer que ser gay não era opção, pois cada um nasce gay ou não, isso não era o que meu coração acreditava, porém era o que meu coração queria "ouvir" para "doer" menos... Porém, virava e mexia eu ia atrás de informações em livros e internet, buscando entender a origem da homossexualidade, como identificar, e etc, mas sempre as informações eram fracas e vagas... Eu via um depoimento aqui, outro ali, sem muitas histórias a mais, e das poucas histórias, muitas eram relacionadas a igreja e a conversão de determinadas religiões, mas nada científico, nada comprovado...

Sempre muito POLÊMICO esses assuntos... Inclusive a "CURA GAY", projeto de lei brasileira de alguns pastores, foi uma bomba. Esse termo CURA GAY me agrediu muito, mas após ter digerido, resolvi tentar entender o que era pretendido, e não era CURAR ninguém, e sim oportunizar mudanças para QUEM QUISESSE... Mas a comunidade GLBT e outros ativistas não entenderam assim, e virou o que virou. Acredito que foi muito infeliz o termo CURA GAY, porém, a essência do que foi proposto era salutar.

Porém, alguém falar de algo que é o que vivemos no dia-a-dia, que é o que somos, realmente é desconfortável, e embora não esteja de acordo com a postura dos ativistas, eu entendo o desconforto... Porém, todos tinham que perceber que haverá opiniões diferentes, escolhas diferentes, e o respeito deveria ser a máximo entre todos, e sabemos que infelizmente não é. 

Relaciono muito esse fato ao filme X-MEN. Acho que o CONFRONTO FINAL, onde encontra-se a cura para os mutantes, onde muitos querem ser curados, pois não querem mais viver uma vida escondido, acuado, e outros não querem, porém, querem gerar uma guerra para que ninguém seja curado. É muito próximo a nossa realidade...

Vou sugerir inclusive uma dinâmica. Assista o filme, e se coloque do lado de quem quer ser curado, e veja as dificuldades desse grupo. Depois assista novamente, e se coloque do lado de quem NÃO quer ser curado e veja como eles agem. Após essas 2 situações, veja como ocorre na realidade, e veja se é muito diferente... Só quero te fazer PENSAR... ANALISAR... e não engolir algo goela abaixo...

Então comecei a observar o comportamento dos gays (amigos ou mesmo da comunidade gay em geral) em relação ao fato de alguém não querer ser gay, ou alguém ter deixado de ser... ou ter uma opinião diferente ao que a maioria dos gays tem... e notei o quanto os próprios gays também são preconceituosos. Sem lógica né!? Mas observem para verem: Se tu disser que não quer mais ser gay, veja o que em geral vão falar: tu não vai conseguir; tu é biba e pronto; você está renegando os gays; você está querendo aparecer; e por aí vai, inclusive vivi MUITO isso, e depois descreverei com mais informações. 

Era tão escancarado esse preconceito, que eu notava que os gays mais másculos (barbies), não gostavam dos efeminados; ou das travestis; enfim, eu via MUITO esse PRECONCEITO. Um grupo que se diz tão martirizado e que sofre tanto preconceito como dizem, eram os que menos deveria apresentar preconceito (pelo menos era o que eu pensava).

Há, parece, que uma corrente que quer gerar a aceitação sem reflexão nas pessoas, e isso, meu querido(a), tem grande possibilidade de te aprisionar a uma aceitação de certa forma FORÇADA. Ser ou não ser, eis a questão! porém a questão que é VOCÊ que tem que definir, e não a comunidade GLBT, ou seus amigos gays, ou seus pais, ou ninguém, se tu for ou não, é uma questão INDIVIDUAL, ou seja, uma questão tua! Não aceite os outros te definirem, defina-se! 




Depois dessa odisseia vivida, e resumidamente aqui contada nos tópicos postados anteriormente (caso não tenha lido, sugiro ler para entenderes o processo todo), uma depressão "brava" me pegou. Uma crise existencial muito grande, onde só enxergava perguntas e não via respostas.

Nunca fui de me deixar levar por qualquer argumento. Às vezes eu usava a conveniência de um argumento fraco lançado para me beneficiar de alguma forma, agora INTERNAMENTE não me dobrava respostas rasas e superficiais.

Sobre sexualidade, como comentei, as informações eram muito fracas e superficiais na internet. Os meus amigos gays que tinham CERTEZA das respostas, nunca subsidiaram informações científicas sobre o assunto, sempre ficavam no campo do EU ACHO... Achar tanta gente acha, agora eu queria era certezas... 

Como eu estava depressivo, fiquei trancado em casa semanas, ficava só dentro do meu quarto, e que bom que consegui pelo menos pesquisar sobre o assunto. Eu precisava só ter a informação processual de alguém que conseguiu, e então eu encontrei um livro na internet, chamado: COMPREENDER Y SANAR LA HOMOSSEXUALIDAD (AUTOR: RICHARD COHEN). Em outros momentos de pequenas crises que já tive após ter minhas primeiras experiências homoafetivas, vi comentários desse livro em sites, porém, não encontrava para comprar, nem para baixar, e via muita revolta de gays contra o autor do livro. Porém, graças ao bom Deus, eu consegui ele em um site no exterior, em PDF. Inclusive no site dizia que o livro tinha sido boicotado em vários países por motivar preconceito. Como quem vai na cabeça de outros é PIOLHO, eu resolvi ler para tirar minhas próprias conclusões, e sinceramente, NÃO TEM NADA A VER COM PRECONCEITO...

Veja esse vídeo:


Sugiro a todos que estão buscando traçar o caminho de volta a heterossexualidade, ou que pretendem entender um pouco mais desse processo, que leiam esse livro, depois vou fazer minha análise sobre ele e dar meu ponto de vista, porém, é importante que você leia e tenha A SUA análise!

Alguns sites me ajudaram MUITO. Alguns deles davam tons religiosos, e embora eu tenha minha religião, achava que o processo em grande parte era PSICOFISIOLÓGICO, e de fato é PSICOFISIOLÓGICO! Estudei muito para poder entender o processo COMPORTAMENTAL que influencia na fisiologia.

Alguns dos sites que supra citei estão nos sites que eu indico e os links estão a seguir:

http://eunaoquerosergay.blogspot.com.br/

http://www.oexgay.com/

Depois de muito ler, estudar, perguntar a profissionais, literalmente PESQUISAR, vi que era possível mudar, com respaldo cientifico-profissional, Então tomei minha decisão: DECIDI MUDAR!


Embora alguns amigos sabiam e TODOS eles inicialmente foram contra, disseram ISSO NÃO EXISTE, NASCEU ASSIM, MORRERÁ ASSIM! VOCÊ VAI SE FRUSTAR POR NÃO CONSEGUIR; ... E foi literalmente como na foto que postei no inicio desse post, dei um SALTO...

Após pesquisar, e ser indicado por vários amigos, procurei pela primeira vez um psiquiatra. Eu tinha um preconceito muito grande, pois achava que era coisa para gente DOIDA. E como foi importante no processo! 

Com base nos meus estudos em artigos científicos, sites e etc, vou informar de maneira geral sobre a depressão para que você entenda, de uma vez por todas que é um doença e precisa ser tratada! 

A depressão é um transtorno mental que pode significar tanto um sintoma de vários distúrbios emocionais quanto uma doença mental. A psicopatologia (ciência que estuda os estados psíquicos patológicos) identifica a depressão por meio da verificação de três sintomas fundamentais:

1. Sofrimento moral – sintoma mais marcante da depressão, o paciente se considera muito inferior aos outros, sentindo-se incompetente, fraco, inútil, indigno e rejeitado.

2. Inibição psíquica – Fadiga, lerdeza, perda da capacidade de tomar decisões, lentidão psicomotora, desinteresse e comprometimento da consciência.

3. Estreitamento Vivencial/Anedonia – Significa incapacidade de sentir prazer. O paciente não consegue encontrar motivos para se animar.

Isso são "sintomas", no entanto, o processo depressivo gera uma alteração bioquímica e fisiológica, ou seja, não afeta apenas seu psicológico, altera o funcionamento do teu corpo, visto que os níveis de neurotransmissores são alterados. Assim, não trata-se apenas do PSICOLÓGICO, como muitos pensam, e por isso, é necessário procurar um PSIQUIATRA, para que ele entre com a medicação correta, visando normalizar seus neurotransmissores relativos aos aspectos depressivos. É IMPORTANTE que não se interrompa o tratamento, pois isso pode piorar, gerando ainda mais desorganização dos seus neurotransmissores.

FOI O QUE EU FIZ. Procurei um psiquiatra, e nessa consulta, abri o jogo TOTAL com ele, disse tudo a respeito, o porquê estava mal, disse que não queria mais ser gay, disse que queria ter família, andar de mãos dadas com minha mulher sem medo de chacota, mas que todos diziam que era um caminho sem volta, e pedi esclarecimento profissional, e olha só o que ele disse:

"Wladmir" antigamente o homossexualismo era considerado doença, depois passou a ser entendido como um transtorno mental, porém, as comunidades GLBTTs têm sido muito incisivas em relação ao preconceito, e isso tem feito engolirmos a seco que ser homossexual é normal! 

Vi que ele ficou com muitos "dedos", pois estava havendo na época muita discussão sobre projetos de leis e acontecimentos relativos a homossexualidade. Então perguntei a opinião profissional e ponto de vista do mesmo, e ele me disse:

"Hoje não podemos falar mais nada, que é entendido como preconceito, mas o que eu acredito é que realmente o homossexualismo é um distúrbio de comportamento que pode ser tratado, MAS NÃO É UMA DOENÇA".

Fiquei muito intrigado e pensativo com o que ele me disse, e realmente bateu com tudo que li a respeito na internet. Muitos países ainda entendem o homossexualismo como doença. Também não acho que seja doença, acho que seja uma alteração da sexualidade. Leia o livro do Cohen, que eu citei no post passado, e verás que nas terapias que ele fazia com gays, todos apresentavam algum trauma, inibição ou qualquer situação que deixava a pessoa fragilizada e que gerava a necessidade de procurar uma pessoa do mesmo sexo. (O livro é muito interessante, me identifiquei EM MUITOS MOMENTOS do livro).

Geralmente a psiquiatria não trata a causa, a psicologia sim! Mas na minha adolescência, como já contei para vocês, tive uma grande decepção com uma psicóloga, o que me deixou por muitos anos desacreditado, mas resolvi ir mais uma vez PESQUISAR sobre esses profissionais. E mais uma vez recorri a internet.

Procurei sobre tratamento de gays; Cura gay; e o diabo a quatro..rs.. encontrei coisas absurdas, desde o exorcismo, até a clínica de recuperação. Vi psicólogos dizendo em blogs que faziam o trabalho de ACEITAÇÃO da homossexualidade... COMO ASSIM?????? ACEITAR O QUE EU NÃO QUERO ACEITAR???? CADÊ MEU LIVRE ARBÍTRIO? 

Em um desses sites resolvi pesquisar a fundo o profissional psicólogo que estava dizendo aquilo, e advinha a orientação sexual dele: HOMOSSEXUAL. Sinceramente, uma PUTA SACANAGEM! Imagina quantas pessoas passaram pela mão desse indivíduo, e não tiveram a opção de NÃO ACEITAR, visto que o lema dele era: SAIA DO ARMÁRIO. 

Juntando essas informações com a péssima experiência que tive na adolescência com uma psicologa, comecei a desanimar de procurar um... 

Minha deprê tinha me feito desanimar de tudo: trabalho, sexo, amor e etc... Comecei a ficar no vermelho financeiramente e então, em um dos locais que eu trabalhava, disse a minha superior que estava depressivo e muito mal. Ela disse: VÁ A UM PSICÓLOGO que eu conheço, ela resolverá seu problema. Eu já nem acreditava mais, e juntando ao fato de estar ficando no vermelho, disse que não tinha condições naquele momento de arcar com custos. Essa superior, tomou a frente, ligou para essa conhecida dela, que aceitou o caso, fazendo uma troca de serviços. BINGO! Já marcamos para o dia seguinte, pois meus dias estavam escuros e enegrecidos, sem graça, desmotivantes, e com um aperto no peito ferrado. Chorava MUITO nessa época, nada estava bom... DEPRESSÃO DOS INFERNOS! Você que está passando por isso, FORÇA, há uma luz no fim do túnel.

Na primeira consulta fui armado até os dentes (pensa, estava mal, depressivo, e fui armado com argumentos para tentar desmascarar o pisocologo..rs.. Já estava indo era para loucura mesmo, só pode..rs.. Brincadeiras a parte, já estava na verdade imunizado pelo que li, sobre o tal processo de ACEITAÇÃO). Para minha surpresa, ela disse que já tinha atendido vários casos iguais ao meu, e com grande parte hoje heterossexuais. JÁ DESARMEI na hora! 

Eu perguntei para essa psicóloga, mas e o tal processo de aceitação, daí ela me explicou, que o profissional ético, não trabalha com aceitação de nada, trabalha com o desejo do que o PACIENTE quer! Nossa, como fiquei aliviado e cheio de esperanças! Eu não conhecia ninguém que tivesse migrado para heterossexualidade, porém conhecia as pencas quem tinha migrado para homossexualidade. 

Dali para frente, o trabalho medicamentoso feito pela psiquiatria, junto com o suporte psicológico, feito por um psicólogo e minha ENORME sede de ser heterossexual, me levaram, enfim, ao heterossexualismo... Nos próximos posts, vou contar detalhes de como foi esse período, pois obviamente, não foi fácil, tampouco rápido... Porém os resultados na diminuição da depressão começaram a aparecer, vi uma luz no fim do túnel, meu entusiasmo e ânimos voltaram a aparecer, enfim, um novo caminho começava a ser traçado.

Descobri tantas coisas nas sessões de psicologia, e muitas delas foram ali trabalhadas. Coisas às vezes bobas, que me machucaram e ficaram ali instaladas até então... Vou apenas comentar rapidamente elas, para não ser chato e detalhista de mais!

Eu era muito feio na adolescência, e isso me causou fortes traumas, pois muitas coisas aconteciam, ficava excluído dos elogios.

Eu tinha dó da minha mãe pela ausência do meu pai. E isso me deixava com uma sensação estranha, tipo, meu pai faz isso com minha mãe que é uma heroína, se meu pai é esse homem maldoso, eu não quero ser homem.

Não tive a figura do pai na adolescência, e isso foi péssimo, pois aprendia a resolver com minha mãe.

Eu era frustrado por ser chamado de viadinho na escola; e tiveram outras coisas a mais que também descobri e cuidei. 

Eu era delicado com as pessoas e com um bom gosto absurdamente feminino (na minha cabeça), essa parte foi interessante, pois a psicóloga trabalhou isso de uma maneira muito massa. E ela jogou para mim: Você é mais delicado com as pessoas e tem bom gosto, correto? Eu disse: sim. E ela comentou, mulheres adoram essas características, pois você poderá entendê-las melhor do que um BRUTAMONTE..rs.. 

E de fato ela tinha razão. Algumas características que pensava ser femininas, me colocaram no topo, pois de fato, mulher gosta de ser ouvida, gosta de ter alguém bem vestido por perto; enfim, NÃO EXISTE PADRÃO MASCULINO REAL, PADRÃO CADA SOCIEDADE CONSTRÓI O SEU. Por que o ditado: HOMEM BONITO, INTELIGENTE E ATENCIOSO SÓ PODE SER VIADO é verdade? Porque foi um padrão inventado pelas pessoas... Pode haver homem bonito, inteligente, atencioso e hétero. Tenha certeza que a mulher será uma sortuda.

NÃO EXISTEM CARACTERÍSTICAS QUE TE COLOQUEM POR BAIXO MEU CARO(A) AMIGO(A) VIRTUAL. Não são essas características que te colocarão no grupo de homo ou heterossexuais, e sim, sua decisão sexual e pronto e acabou. Beleza é coisa de mulher e trabalho pesado para homem? Caso você ainda pense assim, você está beeeeemmmm atrasado..rs.. E graças a Deus entendi bem o recado e já tirei isso da minha cabeça...

Descobrimos que eu tinha uma carência de uma figura masculina que faltou durante meu desenvolvimento na infância e adolescência, e eu buscava em homens também isso, alguém para me proteger... era literalmente isso que sentia... Outra coisa louca que descobri e que ao longo do tempo das sessões, tive a prova concreta disso (não parei de transar com homens durante o processo... eu ainda não tinha força para parar), por algum motivo, toda vez que eu me estressava muito, a minha válvula de escape era transar com homens. Toda vez que eu me frustrava, parece que eu buscava um tipo de punição, e pelo perfil de homem que eu era atraído (geralmente mais másculos, brutos e dotados), sempre me machucavam. Muito louco, mas de fato, a cada frustração, o troféu da punição era me ferrar, literalmente...

Ah, só uma observação: Eu não consegui parar de transar com homens a partir do momento que decidi mudar não pessoal. Demorou uns 3 meses e meio, mesmo porque já tinha MUITOOO tempo que eu não me relacionava com mulher, nem sabia como faria para isso acontecer de novo. E principalmente: nem me via na cama com uma, inclusive eu tinha até nojo de falar em sexo com mulher e coisas ligadas a isso. Mas tudo iria mudar...

Como já venho contando minha história, vejam que haviam muitos problemas (isso porque estou sendo objetivo e não estou contando TUDO, para não ficar uma leitura chata)... Conhecer tudo isso foi importante e sugiro que você não deixe de ver os blogs que eu sugeri em postagens anteriores, e não deixe de ler o livro do Cohen...

Veja abaixo alguns dos vídeos dele falando... No passado ele sofria preconceito por ser gay, atualmente o coitado é vítima de preconceito por ter deixado de ser gay, inclusive sofre ameaças... Tu vai ver que você também se decepcionará com muitos de seus "amigos" gays, pois poucos acreditarão e te darão forças! Eu tive que me afastar de quase todos, pois na cabeça deles só o ruim pode acontecer. Veja abaixo:



Ele era gay, e sofreu a vida inteira tentando sair da homossexualidade, e depois da bissexualidade (ele não migrou para heterossexualidade direto). Ao longo dos anos ele estudou e se formou, transformando-se em um terapeuta com foco em homossexualidade. Segui MUITAS dicas que ele sugere no livro, só abri mão de uma delas: ME afastar de TODOS os gays que eu conhecia. Embora tivesse conhecido poucas pessoas que valessem a pena, fiz alguns poucos amigos de verdade, que levarei pela minha vida inteira, e disso nao abri mão. Mas daqueles negativos, invejosos, mal amados, me desliguei totalmente. O livro dá muitas dicas e nos faz analisar, então não deixe de ler.

Como disse em outros momentos, não saí da homossexualidade direto. Fui para bi para depois ficar na heterossexualidade.

Eu caí algumas vezes, não saí da homo diretamente, como ocorreu também com o autor do livro (Cohen). Também foi tudo muito estranho, pois saí de um grupo de amigos gays, para um grupo de héteros, com costumes e hábitos muito diferentes (estilo de roupa, música, estilo de vida em geral, bebem pra caralho o povo hétero, e os gays não tanto, visto que a galera gay que eu andava era mais sarada então nunca bebiam... só usavam MUITAAA DROGA!). 

Às vezes ficava atordoado com a mudança de ambiente, mas persisti! Comecei usar minhas táticas para pegar a mulherada... Antes eu usava para pegar a machaiada... Finalmente comecei a beijar uma aqui, outra ali, e o pau nem sinal de vida dava...rs... mas as mulheres ficavam loucas com a pegada, com o beijo, com a forma.. Muitos héteros não sabem transar, querem apenas gozar! Os gays geralmente querem gozar e querem ser os ultramans na cama, deixando o outro louco. E isso com a mulherada faz uma diferença enorme... ACREDITE PARCEIRO... MUITO DO QUE VOCÊ APRENDEU NA HOMOSSEXUALIDADE você aplicará na heterossexualidade e terá MUITO sucesso... Pois as mulheres não são acostumadas, de maneira geral, a bons tratamentos, seja na cama (bom tratamento não quer dizer comportamento angelical, quer dizer, tratar bem do que a pessoa precisa, ou seja, na cama, seja o cross hehehe). A sensibilidade que eu tinha, aliás, que eu tenho (isso não se perde!) é outro grande diferencial que tive e tenho com as mulheres. Elas gostam de atenção, de papo, enfim...

Com meus pensamentos começando a ser organizados de como as qualidades gays que eu tinha, na verdade, seriam MUITO mais úteis do que eu pudesse imaginar. Comecei a me RE-permitir a brincar com o sexo oposto (coisa que sinceramente, e MUITO intimamente, pois acho que não comentei isso NUNCA com ninguém... parecia que eu tinha nojo de mulher, vagina, seios). Ao longo do tempo o PORQUÊ desse nojo ia ficando mais claro na minha cabeça, e em suma é porque somos partidários! Eu tinha tomado o meu partido pela homossexualidade..

Bom, nessa etapa eu já tinha começado a trocar meu estilo de roupa, e apetrechos feminizantes, por coisas masculinas, tirando cafona e brega que não dá né..rs.. Comecei a usar todo o bom gosto para me vestir de forma mais masculina, e isso me fez ficar ainda mais no interesse da mulherada. Mas até então, eu não tinha transado com nenhuma...

Meu processo foi MUITO rápido, em questão de pouquíssimas semanas de transição eu já tinha pegado e transado com uma garota, mas pelos depoimentos que li pela internet, muitos que também conseguiram, demoraram até anos para conseguirem transar com uma mulher... o que eu fiz? ME PERMITI! Foi a mesma coisa que fiz quando tive a primeira relação com um homem, eu ME PERMITI, e para com a mulher, eu também me permiti.

E como foi? UMA MERDA A PRIMEIRA TRANSA.... depois de tanto tempo sem saber o que era mulher... porra, parecia que eu não sabia onde era o buraco (eu eu nem sabia mais mesmo kkkkk), meu pau ficava meia bomba, foi tenso! Saí meio chateado e falando que não era possível. Mas porra, erramos todo tempo na vida, porque eu não podia brochar?! Resolvi pegar uma puta, liguei um pornozão no motel. Contratei uma ninfeta que algo me chamava atenção na internet, e me chega no motel a bruxa do 71... CARALHO VELHO, quer merda de novo! Bom, comecei a tentar brincar ali, vendo filme pornô, até que meu ficou duro, e lógico, corri, peguei a camisinha e tentei meter nela... Era tudo diferente. Comecei a ficar meio tenso de novo e meu pau a brochar (observem, sempre que há tensão, o pau tende a amolecer, isso é explicado pela liberação de adrenalina, que é na região peniana tem ação contraria a ereção). Já tava tudo ficando ruim, e para completar, a guria começou a fingir orgasmo! CARACA MOLEQUE QUE ISSO!? PRONTO, brochei total!

Fiquei um tempo ali, e no final da conversa já tava sendo psicólogo da prostituta e ela a minha kkkkk ... Eu tenho dó dessas pessoas (de verdade). E não foi uma boa ideia pagar por sexo, porque obviamente não seria legal vindo de pessoas que são putas não porque querem (ela tinha me falado que estava ali para sustentar a filha, pagar a facul e etc), e ainda mais que nao estava com vontade de transar e iria fingir, e fingiu e foi horrível!



Conheci um garota muito legal, do jeito que gosto em alguém. Para um MACHO era uma gostosa! Sarada, siliconada e parecia ser de familia... na minha ingenua cabeça ela era até virgem... heheheh... ingenuidade a minha, era mais perva q tudo kkkk.... Ela tentava me seduzir a todo custo e eu brincava, mas quando arrochava eu fugia... Até q a brincadeira ficou mais gostosa e eu fiquei de pau duro, e ela veio fazer um oral em mim. Ficava meia bomba, e duro, meia bomba e duro... Mas como sou persistente e teimoso, peguei a camisinha e tentei meter... e resultado: BROCHEI!

Mais uma bola fora! Mas não desisti, e continuei saindo para balada hétero com os novos amigos héteros... E mesmo brochando a guria ainda queria me ver de novo. Como ela era bonitona e não quis perder a oportunidade, então botei a cabeça pra funcionar e comecei a pesquisar. E li sobre remédios para ereção, disfunção erétil e etc. Só que realmente li MUITO sobre, e vi coisas horripilantes, tipo: um cara que usou dois comprimidos ficou com o pau duro por mais de 24 horas (priapismo) e teve que amputar, outro teve um infarto. E tive o bom senso de ir a um médico urologista. Vi que podia ser um caminho. Então resolvi seguir a via correta e fui lá.

ABRI O JOGO COM ELE... de forma objetiva por que o cara não é psicológo né!? Ele disse que já tinha atendido casos como o meu, e que tiveram sucesso (OBA! MAIS UMA CASO DE SUCESSO PARA EU TER COMO EXEMPLO, foi o que pensei... eu tentava me agarrar aos bons exemplos, e não aos exemplos ou situações ruins). Depois de ele me examinar (ainda pensei, só me falta ficar de pau duro aqui na consulta..rs.. mas como ele mesmo explicou, o lance da adrenalina raramente deixa isso acontecer). Achei legal que ele viu minha realidade, e até deu uns conselhos de HOMEM..rs.. Disse para eu tentar usar com a mulher que eu transasse, a posição que mais me excitava quando transava com homens e, de fato, isso ajudou um pouquinho... Outra dica foi para dar atenção as áreas que chamavam mais atenção, e no meu caso eram os seios, sempre achei bonito... (com o tempo isso virou tesão)... Ao final da consulta, ele mesmo me deu comprimidos de similares do viagra. Ele me passou o de 50mg porque não tinha disfunção erétil, só tinha insegurança com o sexo oposto.
Então ele explicou que eu deveria usar uns 30 minutos antes da transa, e se eu fosse beber álcool, cerca de 1 hora antes. Ah, importante, ele avaliou meus riscos cardíacos e eram baixos, então nao tinha problema eu usar o remédio.

CARACA, marquei com a gostosona para ver no que dava, eu tava era curioso com o remédio. PORÉM, O MÉDICO TINHA DEIXADO CLARO, QUE REMÉDIO SEM ESTÍMULO SEXUAL NÃO ADIANTAVA... ENTÃO TINHA QUE TER ESTÍMULO, CONTATO, BEIJO, E ETC.

Sabe o resultado? Meu pau ficou mais duro que um tronco! Ela ficou louca! e eu emocionado kkkk mentira! nao cheguei a ficar emocionado, mas achei legal o que estava acontecendo. Eu estava inexperiente, então deixei ela comandar até sentir certa segurança... aí colega, virei o metedor! Do passivão que adorava dar, para um metedor... QUE ORGULHO! hehehe ela gozou! porém, eu não! mas pouco me importava! Mas engraçado, ela se importou... ficou se achando pouco atraente, pouco sexy, por que eu não tinha gozado (realmente parecia uma mulher de poucos homens, porém, nao santa kkkkk). Na hora inventei que eu sempre fui assim, que realmente eu não gozava fácil, que era raro eu gozar, ainda mais de primeira.

Fui embora FELIZ DA VIDA! Virou rotina: ela queria me dar todo dia, e eu com sede de aprender a re-meter hehehe ia todos os dias... não gozava nenhuma! O remédio faz efeito por umas 5 a 6 horas, se for uma outra droga, faz efeito até por 2 dias, então, como usava esse genérico, que era inclusive muito mais barato, (cerca de 6 reais o comprimido), todo dia tomava conforme o meu médico tinha orientado...

Uma dos sintomas que sentia quando tomava o remédio era dor de cabeça, rubor (tipo queimação no rosto), e aceleração do coração... Eu tava me fudendo para esses sintomas hehehe, eu queria era aproveitar a situação, que com o passar do tempo foi virando tesão... As primeiras vezes foram super mecânicas... mas depois foi melhorando até ficar natural...




No meu caso, eu adaptei essa guria a me deixar com tesão. Tipo: ficar atentando ela dentro do carro, pegando a mão dela e colocando no meu pau; no cinema a mesma coisa (e eu ficava louco com a situação... Um dia fiz ela me masturbar dentro do cinema heheheh)... Ai te pergunto, será se é somente macho que te dá tesão, ou são toques, pegadas, ambientes, situações? pensa nisso! Comecei a enxergar as coisas de outro modo... E desde o início eu tinha claro, que não tenho nada a perder, porque transar com macho eu já sei, se eu reaprender a transar com mulher, serei pelo menos bi, concordam? ..rs. Aí a heterossexualidade vai depender do que você se propõe em relação a vida!

TODA VEZ era sagrado o remédio! Aí um dia resolvi tomar metade do comprimido e fez o mesmo efeito, então opa, 25mg resolve meu caso. Até que chegou um dia, que fui para transar com ela, mas brigamos e ela doida de tesão... e eu louco de raiva com a briga... depois de umas 2 horas ela dentro do carro, me veio um trem louco, fui um pouco pra frente da casa dela, e comi ela ali mesmo! E SEM REMÉDIO, então percebi que remédio já nao tinha mais necessidade e retirei... Mas não teria o menor problema de viver com esse remédio (dava até uma onda boa quando ele batia kkkkkk).

Então é isso pessoal... Foi mais ou menos assim meu processo... Embora eu acredite em Deus, o processo foi carnal e não espiritual. Então acreditem, se eu consegui, você também consegue! Hoje tenho tudo o que sonhei quando mais novo... Tenho uma família linda, minha vida profissional alavancou com todas essas mudanças, como meu tempo era muito focado para putaria (como disse, tinha dia que eu pegava 4 caras diferentes e levava pra cama), eu não tinha tempo para me dedicar a outras coisas. 

Ah, a minha primeira gozada natural (nas primeiras vezes não gozava, nas outras depois que ela gozava eu batia punheta com ela me chupando, ou passando a mão nas minhas bolas... até que nessa situação do carro, sem medicamento, eu gozei (foi eletrizante comer ela no carro, fiquei com muito tesão) depois disso, vira e mexe eu gozo transando, outras bato punheta, mas NÃO me obrigo a fazer nada... Minha esposa no inicio ficava bolada e me cobrando que eu gozasse, até que eu eduquei ela... joguei limpo, falei pra não forçar a barra, aquilo era meu, e a cobrança fazia era piorar). As vezes eu broxo? óbvio, todo homem broxa, principalmente quando cheio de problemas no trabalho). Mas eu tenho uma mulher que aprendeu a me excitar, e na grande maioria das vezes, meu pau fica duraço logo em seguida..rs..

FÁCIL? NÃO! MAS POSSÍVEL! Vá devagar! o meu perfil é mais avassalador, mais de descobertas, de aprender, e MUITA BOA SORTE!

Só posso te dizer, que tudo de ruim que eu passei, foi recompensado aqui!

Mas não se iluda! Você sempre saberá transar com homens, e eles continuarão te assediando (enquanto hétero, eles me assediam MUITO mais do que antes... é fetiche de gays, e eu também tinha quando era), porém, como disse outrora, é sua forma de entender a vida que vai te fazer ficar ou não na heterossexualidade... Tem gente que vai optar por ser bi... Outros não irão querer nunca mais se relacionar com homens... Como sou casado, prefiro manter o respeito a minha parceira e não ficar mais com ninguém nem homens e nem outras mulheres). E isso já é o bastante...

DESEJO MUITA SORTE PRA VOCE!

ASS: UM BROTHER QUE CONSEGUIU E QUE ACREDITO QUE VOCÊ TAMBÉM PODE...

Comentário: Ufa! Que história não é mesmo leitor?! Para você que já está nessa jornada uma baita injeção de entusiasmo com certeza. Como você percebeu este é mais um ser humano ousado que decidiu se rebelar contra todo sistema que o aprisionava em algo que ele não gostava. Precisou de tempo, de paciência, estratégias e força de vontade e claro uma personalidade madura e não pessimista. Ele foi claro em cada ponto. Cada momento que teve de se permitir mais. Quando teve que se afastar de pessoas e conhecer novas. Ter uma nova imagem de si, mais próxima do que o agrada. Esta é a beleza ou digamos também prêmio de quem ousa, se permite, se supera. Todo tempo sendo verdadeiro, até com as falhas, você chega lá também. Neste caso não houve milagres, uma experiência divina como a minha. No entanto, evidencia que nem todos buscam a espiritualidade. E demonstra também que você tem mais esta fonte de mudança se conseguir encontrar bons profissionais e boas pessoas.      

O autor como deixou claro prefere o anonimato, mas garante que responderá perguntas enviadas por meio do blog dele www.umexgay.blogspot.com.br. Como chefe de família, naturalmente demora a responder, mas garante que vai tentar entrar mais vezes como você ler na despedida do conto: 

"OBS: Vou tentar vir ao blog com certa frequência ver se tem perguntas... mas vá tentando se exercitar com essas dicas... serviram pra mim, talvez sirva pra vc tb... Um grande abraço!"

P.S. O livro citado pelo autor está disponível gratuitamente neste blog na guia livros. A versão é em espanhol.

* Nota: O texto original se encontra na posse de seu autor, devidamente registrado e cuidadosamente arquivado, a fim de que não venha, porventura, a ocorrer que este artigo seja duplicado, ou mesmo citado, de modo adulterado e/ou fora dos objetivos para os quais foi originalmente escrito.









12 comentários :

  1. Sensacional essa história. Me ajudou bastante.
    Nunca tive contato com mundo gay e sexo gay só fiz com 1 homem até hoje. e tenho tesão por alguns tipos de mulheres(Negras e gordinhas me deixam doido), mas eu tenho o problema dele... eu brocho. As vezes o pau nem sobe, as vezes sobe e morre. Vou seguir essa dica do remédio. Vou usar uma dosagem pequena, tentar descobrir o tesão e depois vou retirar a dosagem. Força rapazeada. Mudar é possível!

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  2. OBS: seria bem legal informar o nome desse genérico.

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  3. Pelo preço e pela dosagem que ele falou, provavelmente esse genérico chama-se: citrato de sildenafila, o famoso viagra genérico.
    Já usei esse, meu problema n era nem brochar, era ejaculação precoce. Só q n resolveu mto meu problema. Eu tive ereção normal e gozei rápido do msm jeito.
    Eu indico o pramil (eu tomei metade da medade 1/4) transamos por quatro horas seguidas, fomos dormir exaustos e acordei no outro dia ainda de pau duro kkkk

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  4. "Liberdade não é fazer tudo que me agrada, mas poder resistir a tudo que me destroi."
    (Rodrigo Assunção).
    Bela transformação de vida!! Deus o abençoe.☝
    Juli

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  5. Qual o nome do remédio manos? Obrigado!

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  6. Eu n entendia pq todas as mulheres q eu ficava, sem exceção, só um beijo já as acendia. kkkkk
    Era só beijar, a minha "paudurecência" já vinha e a menina já grudava, se esfregava, queria botar a mão... isso no meio da balada, até eu ficava sem graça, e olha q eu era acostumado com as reações mais promíscuas possíveis nas baladas gays.
    O fato era q normalmente eu poderia transar qd quisesse. Meus amigos heteros, morriam de inveja, e eu nem sou tão bonito assim pra justificar.
    Mas agora, depois de ler esse relato entendi, é esse negócio de usar as vantagens que temos em relação a quem sempre foi hétero. Eu era ativo MS época q eu era gay, e pra "passar o recado" q eu era ativo, eu logo no primeiro beijo já tinha mostrar a ei tinha a pegada forte e que n iria ceder kkk aí aprendida beijar só assim, com pegada, e assim tbm foi com as mulheres, percebi tbm q os outros héteros não agiam assim, chegavam na mina com medo, beijavam "com dó" kkkk mulher gosta de cara de atitude, q pega de jeito e mostra quem é que manda, e isso eu sempre soube fazer bem.

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  7. Caramba ! Que história louca ! Kkkkk Minha vida inteira almejei uma história que não tivesse vínculo religioso ! Até pra ficar mais provado ainda que existe solução pra esse fenômeno de comportamento. Deus abençoe.

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  8. Exgay uma dica, procure informação sobre resultados ciêntificos de filhos adotivos de casais gays, porque o problema é da educação dos pais, certamente saberemos os resultados mais aprimorados de que ninguém nasce gay mesmo. Obrigado.

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  9. Olá! Gostaria de saber como você fez com relação à sua voz. Você disse que ela é afeminada... Como fez pra mudar isso?

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    Respostas
    1. Quanto a voz... percebo que foi necessário apenas deixar de forçar como fazemos quando estamos fortemente no meio gay. Com o passar do afastamento do meio você vai notando o que era seu e o que foi adquirido ao fazer parte dessa cultura. Uma voz naturalmente fina não faz de um homem, homossexual. O lutador Anderson Silva é um bom exemplo. Busque entender se sua voz é afeminada (forçada) ou só naturalmente aguda (fina).

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  10. Q máximo!!! Parabéns! Injeção de ânimo. Sou casada, tenho dois filhos e meu marido está transtornado pq não está conseguindo conter seus desejos por homens. Ele nunca teve uma experiência real, só virtual. Não me deseja mais sexualmente, mas me ama e eu o amo TB. Ele quer mudar, deixar de pensar nisso. Procuramos uma psicóloga hj, estamos aguardando. Estamos muito maus com isso. Ele tá viciado em pornografia gay.

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